segunda-feira, 28 de junho de 2010

Toada do amor

E o amor sempre nessa toada;
briga perdoa perdoa briga.

Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.
Só o amor volta para brigar,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.

Mas, se não fosse ele, também
que graça que a vida tinha?
Mariquita, dá cá o pito,
no teu pito está o infinito.


Carlos Drummond de Andrade

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